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terça-feira, 29 de março de 2011

Acaraje


Acarajé

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Acarajé. (Imagem:José Oliveira/flickr)
Acarajé é uma especialidade gastronómica da culinária afro-brasileira feita de massa de feijão-fradinhocebolasal, frita em azeite-de-dendê. O acarajé pode ser servido com pimentacamarão seco, vatapácaruru ousalada, quase todos componentes e pratos típicos da cozinha da Bahia.


Manuel Querino em A arte culinária na Bahia, de 1916, conta, na primeira descrição etnográfica do acarajé, que "no início, o feijão fradinho era ralado na pedra, de 50 cm de comprimento por 23 de largura, tendo cerca de 10 cm de altura. A face plana, em vez de lisa, era ligeiramente picada por canteiro, de modo a torná-la porosa ou crespa. Um rolo de forma cilíndrica, impelido para frente e para trás, sobre a pedra, na atitude de quem mói, triturava facilmente omilho, o feijão, o arroz".
História

O acarajé dos Iorubás da África ocidental (TogoBeninNigériaCamarões) que deu origem ao brasileiro é por sua vez semelhante ao Falafel árabe inventado no Oriente Médio. Os árabes levaram essa iguaria para a África nas diversas incursões durante os séculos VII a XIX. As Favas secas e Grão de bico do Falafelforam alternados pelo feijão-fradinho na África.[1][2]


Acarajé de orixá

Acará, Akará ou Acarajé, comida ritualdo Candomblé.
Acarajé, comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto jepossui o significado de comer. No Brasil foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”. Devido ao modo de preparo, o prato recebeu esse nome.
O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas,Oxum e Iansã. O bolinho se tornou, assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.
O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal.
O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.
Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.
Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé. Os seguintes são fritos normalmente e ofertados aos orixás para os quais estão sendo feitos.
acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, confirmando sua ligação com os odu odi e ossá no jogo do merindilogun, cercado de nove pequenos acarás, simbolizando "mensan orum" nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).
acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato, confirmando sua ligação com os odu Obará e êjilaxeborá.

[editar]Acarajé da baiana

Baiana vendendo acarajé nas ruas deSalvador.
O acarajé também é um prato típico da culinária baiana e um dos principais produtos vendidos no tabuleiro da baiana (nome dado ao recipiente usado pela baiana do acarajé para expor os alimentos), que são mais carregados no tempero e mais saborosos, diferentes de quando feitos para o orixá.
A forma de preparo é praticamente a mesma, a diferença está no modo de ser servido: ele pode ser cortado ao meio e recheado com vatapácaruru, camarão refogado, pimenta e salada de tomates verde e vermelho com coentro.
O acarajé tem similaridade com o abará, difere-se apenas na maneira de cozer. O acarajé é frito, ao passo que o abará é cozido no vapor.
Os ingredientes do acarajé são meio quilograma de feijão-fradinho descascado e moído, 150 g de cebolaralada, uma colher de sobremesa de sal ou a gosto e um litro de azeite-de-dendê para fritar. O recheio de camarão é feito com 4/6 xícara de azeite-de-dendê, 3 cebolas picadas, alho a gosto, 700 g de camarão defumado sem casca e cheiro-verde refogados por 10 a 15 minutos. É possível acrescentar tomate e coentro, e como dito anteriormente, caruru, vatapá e molho de pimenta.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Penas Sagradas - ÌYÉ ORÒ


Os nativos americanos usam, em especial, as da águia e do falcão para curar doenças, para aumentar o poder da cerimônia. As penas e os pássaros comunicam a linguagem sagrada do espírito, mostra-nos uma finalidade mais elevada. As penas do Cachimbo Sagrado são as da Águia Dourada. Suas penas simbolizam o Sol Espiritual
Pássaros podem freqüentemente ser considerados os símbolos da alma. Suas habilidades para voar refletem a habilidade dentro de nós para voarmos para novas qualidades, servir de ponte entre o céu e a terra., estimular grandes vôos de esperança, inspiração e idéias

Transcrevo abaixo texto de Maril Crabtree, extraído do seu Livro Penas Sagradas:
" ...aprendi que em muitas tradições antigas a pena preta é um sinal de sabedoria mística, recebido numa iniciação espiritual. Tais penas (de corvos, por exemplo) são freqüentemente utilizadas por figuras xamânicas.
Ao longo da história, as penas têm se apresentado como símbolos para xamãs e sacerdotes, como símbolos de realeza para reis e chefes, como símbolos de cur ou como símbolos sagrados em culturas tão antigas quanto as eras egípcia, asiática e céltica. essas culturas possuíam habilidades para se comunicar com a natureza por meio de caminhos que foram ignorados ou esquecidos em nossa época atual.
Porém, as penas são mais do que históricas. para muitos, elas representam sinais místicos, mensagens ou oportunidades. São fragmentos de sincronicidade na fluida miscelânea dos significados universais. As penas surgem em lugares inesperados como uma garantia do bem-estar, como um sinal reconfortante da abundância no universo e como mensageiros inconfundíveis de esperança e encorajamento. Sua graça efêmera as torna perfeitos emissários da liberdade espiritual e emocional.

fonte : snips

ÌYÉ ORÒ – AS PENAS SAGRADAS
Ìkódíde, Agbè, àlùkò e Lékeléke são as quatros penas sagradas de nossa religião, somente
sendo utilizadas dentro da ritualística e nunca como um simples adorno. Elementos
primordiais e indispensáveis dentro dos Ìgbèrè– Ritos Iniciáticos e de Passagens de qualquer
divindade do Panteão Iorubá. Não existem penas semelhantes, são únicas em sua essência,
simbologia e significado, ou seja, são insubstituíveis. Dentro do Corpo Literário de Ifá são
mencionadas nos mais diversos Oba Odú e seus Omo Odú.
KÓDÍDE ou ÌKÓÓDE trata-se de uma pena vermelha, extraída da cauda de um tipo
de papagaio africano da espécie Psittacus erithacus conhecido popularmente
por papagaio-cinzento, papagaio-do-Gabão ou papagaio-do-congo entre o povo iorubá
é denominado de Odíde ou Odíderé. Tornou-se Rei entre todas as aves, simbolo da
fecundação, da menstruação, da gestação, representa o nascimento e o simbolo do poder
feminino. Representação da realeza, honra e status, esta acima da simbologia do Adé –
Coroa. Fixado a frente da cabeça, representa o processo iniciático e confirma os ritos de
iniciação e/ou de passagem.

AGBÈ
AGBÈ pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família
dos Musophagidae Touraco porphyreolophus. Descritos nos mitos, como o pássaro que
carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun – Divindade dos Oceanos. Para que possa agir
tem que ser utilizada em contrapartida com o Àlùkò.

ÀLÙKÒ pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana
Turaco da família dosMusophagidae Touraco ruspolii. Descritos nos mitos, como o pássaro
que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa – A Divindade das Águas Doces. Da mesma
forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè.


LÉKELÉKE pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis conhecida popularmente por
garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América
do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de1960. Descritos nos mitos
como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte.
Simbolo por excelência de todos os Òrìsà Funfun.



Um fragmento do Texto Sagrado de Ifá:

Agbè ni i gbe're k'Olòkun,
Àlùkò ni i gbe're k'Olòsa,
Odíderé-Moba-Odo Omo Agbegbaaje-ka ni naa ni i gbe're k'Oluwoo.
O pássaro Agbè carrega a benção de Olòkun
O pássaro Àlùkò carrega a benção de Olòsa
O papagaio do Rio Mogba, descendência de um poderoso exército carrega uma cabaça com a
fortuna para o Rei de Iwó
Os pássaros Agbè e Àkùkò são agentes intermediários entre o poder da imensidão das águas.
Oluwoo é um título do Rei de Iwó a Legendária Cidade, reduto da ave Odíderé.

Ojúure l'Agbè fi í w'aró
Agbè won jí t'aró t'aró
Ojúure l'Àlùkò fi í w'osùn
Àlùkò won jí t'osùn t'osùn
Ojúure l'Lékeléke fi í w'efun
Lékeléke won jí re pel'efun

O pássaro Agbè desperta com aró
O pássaro Agbè olha com bondade para aró
O pássaro Àlùkò desperta com osùn
O pássaro Àlùkò olha com bondade para osùn
O pássaro Lékeléke desperta com efun
O pássaro Lékeléke olha com bondade para efun

Agbe ló l’aró, kìí rá’hùn aró,
Àlùkò ló l’osùn, kìí rá’hùn osùn
Lékèélékèé ló l’efun, kìí rá’hùn efun

O pássaro Agbè não se lamenta por muito tempo ao aró
O pássaro Àlùkò não se lamenta por muito tempo ao osùn
O pássaro Lékèélékèé não se lamenta por muito tempo ao efun

Neste fragmento dos Textos Sagrados de Ifá relata a ligação das
aves Agbè, Àlùkò e Lékeléke com a pinturas sagradas aró, osùn e efun. Essa expressão
“despertar” tem a conotação de “ao amanhecer de cada dia” as aves sagradas carregam em
si o poder e a essência de três dos quatros Oba Odú primordiais da existência
universal;Ogbè Méjì relacionado com o efun, Òyèkú Méjì e sua relação com o osùn e
ligação de Ìwòri Méjì com o aró. O fato de não se “lamentar por muito tempo” está baseado
em uma oferenda cujo o qual os principais ingredientes são as penas e as pinturas citadas.

Ojúure lògbólógbòó Odíderé fi í w'Iwó
Ìkódíde àse kun be aràiyé

O grande e velho papagaio olha com bondade para Iwó.
O poder da pena Ìkódíde enche de suplicas os seres deste mundo.

Como mencionado anteriormente Iwó é a Cidade Legendária reduto da ave Odíderé onde
essa desempenhava a função de favorecer seu povo com as principais bençãos e suplicas dos
seres humanos: Ire Ajé – riqueza,
 Ire Owó – dinheiro,
 Ire omo – filhos,
 Ire Ìpéláyé – vida 
longa,

 Ire Obìnrin – mulher p/ser esposa,
 Ire Okonrin – homem p/ser marido, 
Ire Ìbùjókó –
um lugar para morar,

 Ire Àláfíà – paz e contentamento, 
Ire Oríre – boa sorte,
 IreImuarale- boa saude




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