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sábado, 26 de junho de 2010

Espiritualidade para nossos animais

Para nossos amigos fieisspiritualidade para cães e gatos

Templo de umbanda oferecerá passe espiritual para animais de estimação doentes e com alterações comportamentais

Da Redação

O templo de umbanda Cacique Thunan, localizado no Parque das Nações, em Bauru, inicia um atendimento diferenciado no próximo dia 6 de março. A partir dessa data, todo primeiro sábado do mês o templo realizará passes espirituais em cães e gatos de estimação.

De acordo com o dirigente espiritual e sacerdote do templo, Pai Ricardo Barreira, os animais são sensíveis e absorvem energias presentes nos ambientes e provenientes de seus proprietários, o que é capaz de lhes causar prejuízos à saúde e mudanças comportamentais. “Os animais são muito sensíveis a energias. Muitas vezes, quando o dono não está com uma energia boa, os bichos acabam ‘pegando para eles’ essa energia e sofrem alguns males. E no caso de uma energia mais densa ou que se prolonga por muito tempo, isso pode causar um mal físico, manifestando-se biologicamente”, afirma.

Nessa situação, Barreira apresenta o passe espiritual como medida para aliviar possíveis energias que estejam prejudicando os animais de estimação, funcionando como um tratamento espiritual. “Através do atendimento espiritual, buscamos proporcionar mais conforto e condições emocionais para os animais. Geralmente constatamos que, quando a energia da casa e das pessoas é melhorada, os bichos de estimação acompanham a melhora”, garante o dirigente espiritual e sacerdote que também é presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo “Reino de Oxalá”.

Frequentadora do templo do Pai Ricardo Barreira, Renata Ferreira de Lima realizou uma limpeza espiritual em sua casa e notou uma melhora de comportamento em sua cadela Angel. “A Angel não comia e parecia que estava com depressão, mas depois que o Ricardo (Barreira) foi em casa e realizou um passe para a limpeza espiritual, ela melhorou. Ficou parecendo que tem um ano de idade, totalmente feliz e brincando demais”, relata sobre a cadela que tem oito anos.

Ricardo Barreira afirma que a intenção do templo de umbanda é somar esforços na recuperação física ou comportamental de cães e gatos. “Temos um regulamento que instrui as pessoas para que os trabalhos saiam em harmonia com os animais. Entre os itens, o proprietário tem inclusive que assinar uma declaração na qual afirma estar ciente que o tratamento espiritual não dispensa o tratamento veterinário”, cita o dirigente espiritual e sacerdote de umbanda. “Não queremos que nenhum animal sofra por falta de atendimento veterinário”, garante.

Questionado sobre a expectativa da recepção do público bauruense, Ricardo Barreira disse saber o impacto que isso pode causar mas que, devido ao atual movimento de preservação do meio ambiente e proteção de animais, as pessoas devem entender a intenção deste atendimento especial. “Obviamente que tudo o que é novidade causa estranheza entre as pessoas, mas no tempo em que vivemos, de consciência sobre a preservação do meio ambiente e dos animais, as pessoas devem olhar com bons olhos. Temos que lembrar que natureza não se trata apenas de matas e rios, mas também de animais, e que a harmonia entre tudo isso é essencial no mundo atual”, esclarece o dirigente espiritual e sacerdote do templo de umbanda.

• Serviço
Mais informações pelo telefone 9784-0128.

FONTE: Jornal da Cidade
REGULAMENTO
CALENDÁRIO

Se você quer alguma informação que não foi colocada aqui,ligue para (14) 3232-3876.

Cultura Ioruba Povo Comerciante e Artista


CULTURA IORUBÁ POVO DE COMERCIANTES E ARTISTAS

CULTURA IORUBÁ POVO DE COMERCIANTES E ARTISTAS

Os Iorubá habitam o sudoeste da Nigéria, onde são entre 12 e 14 milhões, e o sul do Benin (cerca de 1 milhão). A maioria vive em cidades com mais de 20 mil habitantes. Uma das mais importantes civilizações da história africana.

Os reinos Iorubás floresceram ao sul do rio Níger. Suas origens encontram-se numa antiga população indígena que tinha como centro a cidade de Ifé. Depois chegaram os conquistadores, guiados por Oduduwa, o legendário antepassado fundador.
Os filhos de Oduduwa iniciaram as diversas dinastias Iorubás que se instalaram na região entre os anos 600 e 900 da nossa Era, provenientes provavelmente do Alto Nilo.
Alguns especialistas afirmam que a cultura Iorubá tem parentesco com a egípcia, e outros, com a da Núbia. Ambas as opiniões consideram também a possibilidade de que, através da Abissínia (região onde fica a atual Etiópia), a cultura Iorubá tenha parentesco com a helenista.
Há, por fim, os que sustentam que Ifé, cidade santa dos Iorubá, seja Ufa, a cidade mencionada na bíblia onde os fenícios adquiriam ouro a pedido do rei Salomão.
Até hoje, no entanto, nenhuma das hipóteses foi comprovada.

 
MUNDO COMEÇA EM IFÉ, A CIDADE SAGRADA
Capital do primeiro reino, Ifé alcançou rapidamente um notável desenvolvimento religioso e político, desempenhando numerosas funções no seio dos diversos reinos Iorubás, especialmente no campo espiritual.
Ifé atingiu o auge do resplendor entre os séculos 12 e 14. Seu apogeu foi no século 13. A partir do século 14, deixa de ser o centro político da potência Iorubá, mas continua a exercer o papel de cidade santa.
O rei de Ifé é considerado o pai de todos os reis Iorubás. A cidade é ainda capital do reino originário e, segundo se acredita, constitui o centro da terra. Ali, a terra teria começado a se formar e ali teria descido a divindade pai - ou mãe - de todos os viventes para fundar e reinar sobre "sua" primeira cidade.
De fato, um mito mesclando história e lenda afirma que Oduduwa, o ancestral divino de todos os Iorubá, desceu do céu e depositou sobre as águas um pouco de terra e uma galinha. Esta, ao ciscar, lançou terra em diversas direções. É assim que, ao redor de Ifé, o mundo começou a ser criado.
Não é de se estranhar, portanto, que os Iorubá tenham como centro de sua religiosidade um Deus criador e que possuam um forte sentido da constante presença divina em sua vida cotidiana. O que não os impede, no entanto, de seguir uma religião politeísta, com sociedades iniciáticas secretas nas quais se celebravam festas com sacrifícios humanos.
Isso explica também o motivo de, ainda hoje, os Iorubá serem muito religiosos, embora pluralistas no que diz respeito a que religião praticar. Há, por exemplo, famílias nas quais o pai é muçulmano, a mãe segue a religião tradicional e os filhos são católicos ou protestantes.
 
OBRAS DE ARTE DA MELHOR QUALIDADE
A história da região ocupada pelos Iorubá é particularmente interessante. Estados e impérios se formaram na faixa entre o deserto e a grande selva, favorecidos pela abundância de água e de outros recursos naturais. E também pelo fato de ser rota obrigatória de pessoas e mercadorias provenientes dos desertos do norte em direção ao oceano.
Ifé, ainda em tempos antigos, logo se transformou em terra de intensos intercâmbios comerciais e em berço de uma civilização florescente. Seus artistas utilizavam a arte para celebrar e transmitir valores considerados essenciais.
A arte de Ifé, tipicamente ligada à corte, cria máscaras, cabeças e figuras de bronze, latão ou barro cozido, carregados de valor vital e modelados com tal sensibilidade, habilidade técnica e forma que chegam quase a atingir a perfeição absoluta.
Numerosos estudos arqueológicos da região oferecem testemunhos artísticos que não ficam devendo nada às culturas clássicas de qualquer outra região do mundo. As cabeças de bronze e as peças de cerâmica de Ifé, bem como os soldados de bronze de Benin - reino antigo que não deve ser confundido com o país que hoje leva este nome -, figuram entre as obras-primas da arte mundial.
Tudo leva a crer que as peças de bronze sejam retratos mais ou menos idealizados de grandes personagens, feitos após a sua morte e utilizados em cerimônias fúnebres ou comemorativas. A arte Iorubá se desenvolveu a partir do século 14, tendo seu momento de máximo esplendor entre 1575 e 1650.
 
MODELO DE ORGANIZAÇÃO DURA SÉCULOS
Os tecidos de ráfia e algodão, as jóias de ouro, as cerâmicas decoradas e as grandes e populosas cidades eram características de uma civilização eminentemente urbana. Seu eixo econômico e militar estava assentado sobre o uso do cavalo, que foi introduzido a partir do norte do continente.
A unidade política da região se baseava na suposta unidade mítica originária de todos os Iorubá. Estes constituiriam, assim, uma grande família, dirigida por chefes religiosos e sociais.
Na sociedade, cada Iorubá tinha seu lugar respeitado e sua função definida, sem problemas. Prova disso é que esse modelo de organização social durou séculos.
Sem dúvida, os distintos Estados Iorubás possuíam diferenças em termos de formas de governo. No Estado de Oyo, considerado modelo das estruturas político-militares Iorubás, o rei - Alafin - governava com poderes semelhantes aos de uma divindade. Era escolhido entre os sucessores por um conselho de sete sábios - os Oyo Mesi -, que exerciam a função de ministros.
Em Ifé quem mandava era o rei - Oni -, assessorado pelos Obá (chefes). A posição que cada chefe ocupava dependia da suposta data de fundação de sua respectiva comunidade.
Oni representava o ponto mais alto de toda autoridade política e religiosa, por ser descendente direto do Herói Primeiro, Oduduwa, que era, por sua vez, instrumento do Ser Supremo. Mesmo tendo vida autônoma, as diversas comunidades tributavam homenagens à supremacia de Oni.
Em Benin houve um período de administração republicana e, em seguida, uma dinastia de reis originários de Ifé. Por volta de 1485-86, sob o reinado de Oba Ozolua, chegou a Benin um português, Alfonso de Aveiro, o qual, ao retornar a Lisboa, levou consigo um embaixador de Oba. Tiveram início, assim, relações comerciais estáveis entre os dois países. 

POVO HÁBIL NA ARTE DE COMPRAR E VENDER
Sendo a cultura Iorubá tipicamente urbana, a organização do Estado repousa sobre as cidades. A casa Iorubá possui planta retangular, com uma entrada simples que dá acesso a um pátio interior, ao redor do qual há várias habitações. Os pátios cobertos sustentam-se sobre pilares, geralmente decorados. Nas casas dos chefes e nos palácios, os pilares são esculturas de figuras humanas. O vestuário dos homens é formado por três peças: calça, camisa e uma espécie de túnica, usada como capa. Já as mulheres vestem blusa e envolvem as costas com uma peça de tecido. Tanto mulheres como homens cobrem a cabeça. As mulheres, com lenços muito vistosos. Os homens, com gorros típicos.
A vida social é um dever do qual ninguém imagina ser possível escapar. Famosos por seu grande tino para negócios, os Iorubá são mercadores natos, que compram e vendem de tudo. Moram na cidade, mas voltam sem problemas a seus férteis campos na época do trabalho agrícola.
 
CULTURA IORUBÁ SOBREVIVE À DESTRUIÇÃO
A decadência da civilização Iorubá teve início no final do século 17 e começo do 18, com guerras fratricidas, a chegada dos europeus, o tráfico de escravos e a pressão exercida pelo povo peul. De religião muçulmana, os Peul acabaram com a prosperidade agrícola e comercial da região.
Em 1897, os soldados britânicos arrasaram a cidade de Benin e se apoderaram das melhores obras de arte.
Tendo sido arrancados de sua terra para trabalhar como escravos no Novo Mundo, os Iorubá trouxeram consigo toda a enorme riqueza de sua cultura. Foi assim que legaram como herança a este continente a música afro-americana, o bluesdos Estados Unidos e o carnaval do Brasil.
Escreve Kevin Carrol: "Os estudiosos afirmam que uma arte não pode ser adaptada a outra fé, já que cultura e religião formam um todo unitário. Trata-se de uma visão muito estreita. As grandes culturas africanas não são plantas frágeis, que morrem ao serem tocadas. Podem, pelo contrário, adaptar-se e absorver novas influências".
A cultura Iorubá demonstrou toda sua força ao aceitar a fé cristã e produzir arte, ritos e músicas que, sem deixar de serIorubás, são também profundamente cristãos.
 
RAÍZES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
As religiões afro-brasileiras têm suas raízes em duas importantes culturas africanas: BANTU e YORUBÁ.
A cultura bantu predomina em grandes espaços do território africano. Um terço da população negro-africana é banto. Como grupo lingüístico e cultural, o bantu se estende da República dos Camarões até o sul do continente, incluindo Angola e Congo.
Dos antigos territórios desses dois países foi trazido um grande número de escravos para o Brasil, sobretudo para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Moçambique e toda a região sul da África é também de cultura banto.
Os elementos fundantes das religiões afro-brasileiras, porém, procedem das culturas sudanesas, sobretudo os chamados de “nagô” (corruptela de ANAGO – como eram chamados os escravos YORUBAS quando aqui chegaram, e que quer dizer, sujos, maltrapilhos). A contribuição Yoruba (nagôs) constitui praticamente a base dessas religiões.
Os Nagô - ou Iorubá - fazem parte do grupo cultural sudanês, que ocupou tradicionalmente a região do Daomé, Nigéria e Sudão, toda uma área que vai do Oceano Atlântico, a chamada Costa dos Escravos, até os limites do Egito.
Entre os sudaneses se destacaram, além dos Yorubás “Nagô”, os Gêge (corruptela de Djedje = estrangeiros), os Fanti-ashanti (negros-mina) e os Haussá, de culto islamizado. Todos contribuíram para a confecção desse vasto tecido religioso, ainda que os Haussá tenham sido fortemente reprimidos no século passado, chegando quase à extinção.
Sudaneses e banto, entrando no Brasil, misturaram-se em consideráveis proporções, resultando em cruzamentos biológicos, culturais e religiosos.
Já os Yorubas, ou “Nagô” reconstruíram suas práticas religiosas de origem com grande sucesso e fidelidade. O culto Yorubá - a religião dos orixás - está presente sobretudo na Bahia, onde mantém e preserva suas raízes africanas.

Reprodução livre, desde que citadas a fonte e a autoria
***Texto retirado da lista Ipade. Texto de Miguel Solon.

terça-feira, 22 de junho de 2010

As Mascaras Africanas

AS MASCARAS AFRICANAS

A função dos rituais nas sociedades
Os rituais são elementos fundamentais da cultura humana. Aparecem em absolutamente todas as sociedades da terra. Em algumas, seus integrantes, por vezes, não se dão conta de sua participação nos rituais (como a nossa sociedade ocidental). Em outras, todos os atos diários e cotidianos estão ligados aos aspectos religiosos e ritualísticos.

Os rituais são caracterizados por um conjunto de procedimentos práticos cuja função é marcar determinado acontecimento ou materializar o sagrado. Podem estar também ligados à evocação de eventos mitológicos por meio de uma liturgia. Aos condutores dos ritos normalmente lhes são atribuídos poder e prestígio.

Os mitos, constantemente rememorados pelos ritos, podem ser definidos como um corpo teórico que se expressa na forma de narrativas, por vezes carregadas de conceitos éticos e morais. Podem ser tanto a maneira como o grupo compreende sua origem na terra, bem como a explicação de eventos com base no sobrenatural.

Neste contexto, os rituais de iniciação e de passagem poderiam ser definidos como a figuração simbólica de uma transformação de personalidade. Estes rituais têm por função materializar a passagem de um indivíduo para outro estado. Apresentam relação com a morte e ressurreição (de um novo indivíduo), tendo em vista que o iniciado, concluído o rito, assume uma nova identidade.

O uso das máscaras

A utilização de máscaras em cerimoniais é prática comum há milhares de anos. As máscaras são de fundamental importância nos rituais, sejam de iniciação, de passagem, ou de evocação de entidades espirituais. As máscaras apresentam-se, também, como elementos de afirmação étnica, expondo características particulares de cada grupo. Assim, existe uma enorme diversidade de formas, modelos, técnicas de confecção e aplicações.

Normalmente, a máscara é apenas um dos elementos utilizados nas cerimônias e rituais, havendo a combinação com outras manifestações, como dança, música e instrumentos musicais. Aparece ainda o uso de máscaras associado a objetos de cunho animatista, como amuletos.

A máscara na África negra

Na África, o artífice, antes de começar a esculpir uma máscara, passa por um processo de purificação, com reza aos espíritos ancestrais e às forças divinas. Tal prática faria com que a força divina fosse transferida para a máscara durante o processo de manufatura.

Se no passado era prática generalizada, o uso de máscaras rituais teve um enorme declínio nas últimas décadas. Entretanto, a manufatura e o emprego deste objetos continua sendo um aspecto fundamental na identidade de vários grupos étnicos africanos. Por isso, já existem pessoas que trabalham pela preservação deste hábito milenar.

A máscaras são empregadas, basicamente, em eventos sociais e religiosos. Além de representarem os espíritos ancestrais, em alguns casos objetivam o controle de forças espirituais das comunidades para um determinado fim, sejam estas forças benéficas ou malignas.

A matéria prima utilizada na elaboração das máscaras é diversificada. Entretanto, é a madeira a matéria prima mais comum. Isso porque os artífices acreditam que as árvores possuem uma alma, um espírito. A madeira seria interpretada como um receptáculo espiritual, sendo que parte dessa essência animista é transferida para a máscara, conferindo ao seu portador alguma espécie de poder. Na visão de muitos antropólogos, se trataria de um conjunto de forças invisíveis que atuam diretamente no controle social.
Para saber mais:
MELLO, Luiz Gonzaga de. “Antropologia Cultural: iniciação, teoria e temas”.
HARRIS, Marvin. “Antropologia Cultural”.
ESPINA BARRIO, Angel B. “Manual de Antropologia Cultural”.


Máscaras Africanas - Clique sobre a imagem para ampliá-la

masc1small.jpgMáscara de cerâmica vitrificada.
Procedência: República Democrática do Congo.
Possivelmente do grupo Balega.
Data: 1972

Acervo particular.
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Máscara em Madeira.
Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1972

Acervo particular.
masc3small.jpgMáscara em Madeira.
Procedência: República Democrática do Congo.
Possivelmente do grupo Chokwe.
Data: 1971

Acervo particular.
masc4small.jpgMáscara em Madeira - Ébano.
Procedência: Costa do Marfim.
Possivelmente do grupo Yaure.
Data: 1972

Acervo particular.


Outros objetos: esculturas -
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estmarf2small.jpgestmarf3small.jpgestmarf4small.jpg
Estátua em Marfim - Moça
Procedência: Costa do Marfim.
Data: 1972
Acervo particular.
Estátua em Marfim - Vaso D'água
Procedência: Costa do Marfim.
Data: 1971
Acervo particular.
Estátua em Marfim - Senhora
Procedência: Costa do Marfim.
Data: 1971
Acervo
Escultura em Marfim - Tríade da Incomunicação
Procedência: Costa do Marfim.
Data: 1971
Acervo
estebano1small.jpgestmad3small.jpgestmad2small.jpgestmad1small.jpg
Estatueta em Madeira (Ébano)
Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1972
Acervo particular.
Estatueta em Madeira - Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1972
Acervo particular.
Estatueta em Madeira - Lanceiro
Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1971
Acervo particular.
Estatueta em Madeira - Antílope
Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1972
Acervo particular.


Outros objetos -
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Pingente
Procedência: República Democrática do Congo.
Data: 1972
Acervo particular.
Pintura - óleo sobre fórmica
Procedência: Costa do Marfim.
Data: 1972
Acervo particular.
Tags: africanasASmascaras

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Batuque

Batuque

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Batuque
Batuque1.jpegFesta de Ibeji - Sociedade Beneficente Africana São Gerônimo - Porto Alegre RS



Batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje,IjexáOyóCabinda e Nagô.

História


Mesa com as oferendas
A estruturação do Batuque no estado do Rio Grande do Sul deu-se no início do século XIX, entre os anos de 1833 e 1859 (Correa, 1988 a:69). Tudo indica que os primeiros terreiros foram fundados na região de Rio Grande e Pelotas. Tem-se notícias, em jornais desta região, matérias sobre cultos de origem africana datadas de abril de 1878, (Jornal do Comércio, Pelotas). Já em Porto Alegre, as noticias relativas ao Batuque, datam da segunda metade do século XIX, quando ocorreu a migração de escravos e ex-escravos da região de Pelotas e Rio Grande para Capital. Lembrando sempre que a língua usada é a Yoruba
Os rituais do Batuque seguem fundamentos, principalmente das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria, e dá lastro as outras nações como o Jêje do Daomé, hoje Benim,Cabinda (enclave Angolano) e Oyó, também, da região da Nigéria. O Batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais representantes do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da Junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como Batuque, e os nomes mais expressivos da antiguidade, que de uma maneira ou de outra contribuíram para a continuidade dos rituais foram:

Cantando para os Orixás
  • Ijexá — Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã), Jovita de Xangô; Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum, Estela de Yemanjá, Ondina de Xapanã, Ormira de Xangô, Pedro de Yemanjá,Pai Tuia de Bará,Pai Tita de Xangô; Menicio Lemos da Yemanjá Zeca Pinheiro de Xapanã, Mãe Rita de Xangô Aganju,entre outros.
  • Oyó — Mãe Emília de Oyá Lajá, princesa Africana , Pai Donga da Yemanjá, Mãe Gratulina de xapanã, Mãe "Pequena" de Obá, Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Nicola de Xangô, Mãe Moça de Oxum, Miguela de Xangô, Acimar de Xangô, Toninho de Xangô e Tim de Ogum, entre outros.
  • Jêje — Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho do Exú By) responsável pela expansão do Batuque no Uruguai e Argentina, Zé da Saia do Sobô, Loreno do Ogum, Nica do Bará, Alzira de Xangô, Pai Pirica de Xangô;Mãe Dada de Xangô; Leda de Xangô; Pai Tião de Bará; Pai Nelson de Xangô, Pai Vinícius de Oxalá entre outros.
  • Cabinda — Waldemar Antônio dos Santos de Xangô Kamuká; Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá, Pai Gabriel da Oxum,Mãe Marlene de Oxum, Pai Cleon de Oxalá, Pai Mário da Oxum, Pai Nazário do Bará, entre outros.
As entidades cultuadas são as mesmas em quase todos terreiros, os assentamentos tem rituais e rezas muito parecidos, as diferenças entre as nações é basicamente em respeito as tradições próprias de cada raiz ancestral, como no preparo de alimentos e oferendas sagradas. O Ijexá é atualmente a nação predominante, encontra-se associado aos rituais de todas nações.


Crenças


Filhos de santo
O batuque é uma religião onde se cultuam vários Orixás, oriundos de várias partes da África, e suas forças estão em parte dentro dos terreiros, onde permanecem seus assentamentos e na maior parte na natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc., onde também invocamos as vibrações de nossos Orixás.
Todo ser humano nasce sob a influencia de um Orixá, e em sua vida terá as vibrações e a proteção deste Orixá que está naturalmente vinculado e rege seu destino, com características individuais, em que o Orixá exige sua dedicação, onde este poderá ser um simples colaborador nos cultos, ou até mesmo se tornar um Babalorixá ou Iyalorixá.
Há uma questão de ordem etmológica no Termo Pará, onde afirma-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o Batuque, ora sabe-se que todo frequentador de Terreiros chama na verdade o Peji ou quarto-de-santo de Pará e não o ritual sagrado dos Orixás, este sim o Batuque. Esta questão já está dimensionada desde os anos 50, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a Religião Africana no Rio Grande do Sul. São consideradas Religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos.
As Religiões afro-brasileiras são relacionadas com a Religião Yorubá e outras Religiões africanas, e diferentes das Religiões Afro-Caribenhas como a Santeria e o Vodu.


Orixás


Roupas da cor dos Orixás e fios de contas
O culto, no Batuque, é feito exclusivamente aos Orixás, sendo o Bará o primeiro a ser homenageado antes de qualquer outro, e encontra-se seu assentamento em todos os terreiros, no Candomblé o chamam de Exú.
Entre os Orixás não há hierarquia, um não é mais importante do que o outro, eles simplesmente se completam cada um com determinadas funções dentro do culto. Os principais Orixás cultuados são: BaráOgumOiá-IansãXangôIbeji (que tem seu ritual ligado ao culto de Xangô e Oxum),OdéOtimObaOsanhaXapanãOxumIemanjáOxalá e Orunmilá (ligado ao culto de Oxalá).
E há também divindades que nem todas nações cultuam como: Legba, Gama (ligada ao culto de Xapanã), Zína, Zambirá e Xanguín (qualidade rara de Bará) que só os mais antigos tem conhecimentos suficientes para fazer seus rituais.


Templos

No Rio Grande do Sul a área de conservação das religiões africanas vai de litoral à fronteira do Uruguai, com os dois grandes centros de Pelotas e de Porto Alegre.

Festa Batuque
No batuque, os templos terreiros são quase que em sua totalidade vinculados as casas de moradia. É destinado um cômodo, geralmente na parte da frente da construção onde são colocados os assentamentos dos Orixás. Neste local são feitos todos os fundamentos de imolações e trabalhos determinados, oferendas para os Orixás, e o local é considerado sagrado, pessoas vestidas de preto, mulheres em dias de menstruação não entram. Junto a esta parte da casa, chamada de quarto de Santo ou Peji, há o salão onde são realizadas as festas para os Orixás.
O estado do Rio Grande do Sul foi o maior responsável pela exportação dos rituais africanos para outros países da América do Sul, entre eles Uruguai e Argentina, que também procuram seguir a maneira de cultuar os Orixás, e a construção dos templos seguem exemplos dos seus sacerdotes.
Todos os Orixás são montados com ferramentas, Okutás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção do Bará Lodê e do Ogum Avagãn, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais.
Em caso de falecimento do Babalorixá ou Iyalorixá, dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo, geralmente não tendo um familiar que possa suceder o morto o templo é fechado. Na maioria dos casos na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual especifico chamado de Eresum, semelhante ao Axexê do Candomblé, por este motivo é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos, são muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés a um sucessor, para dar prosseguimento à raiz.


Rituais


Oferendas para os Orixás
Os rituais são próprios e originais e embora tenha alguma semelhança com o "Xangô de Pernambuco", é muito diferente do Candomblé da Bahia.
Os rituais de Jêje tem suas rezas próprias (fon), e ainda se vê este belo ritual em dois grandes terreiros na cidade de Porto Alegre, as danças são executadas de par, um de frente para o outro. Há também muitas casas que seguem os fundamentos da nação Oyó que se aproxima muito doijexá, já que, estas duas provem de regiões próximas na Nigéria.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu Orixa, sob pena de ficar louco.
Cada Babalorixá ou Iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no Candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações.
No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos Orixás,cabritoscabrascarneirosporcosovelhas, acompanhados de aves como galosgalinhas e pombos.
Esta obrigação serve para homenagear o Orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu Orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os Orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos Orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos Orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos Orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos Orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características.
No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa.
Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os Orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso.
No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos Orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos Orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.


Egun

No Batuque também temos a parte dos rituais destinados ao culto dos Eguns. Este é um ritual cheio de magia e segredos onde poucos sacerdotes têm o completo domínio.
A casa dos Eguns (espíritos dos mortos) fica numa construção separada da casa principal, nos fundos do terreno, onde são feitos diversas obrigações em determinadas datas e quando morre alguém ligado ao terreiro; este local é denominado Balê.
Aos Eguns também são oferecidos sacrifícios de animais, e comidas diversas que fazem parte somente deste ritual, não podendo ser usados em outras ocasiões.
Os Eguns, assim como os Orixás, tem suas rezas (cânticos) próprias, feitos na linguagem yorubá, e em dias de obrigações recebem toques ao som de tambores frouxos e com o acompanhamento de agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas).
Cada nação tem rituais diferentes para este tipo de obrigação.


Sacerdócio

babalorixá ou Iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos.
O sacerdote chefe deve passar aos futuros Pais ou Mães de Santo, todos os segredos referente aos rituais tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.
Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo.
O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de Orixás com menos de sete anos de feitura, e os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem, já que os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais, a melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros.
A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de Orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos
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